Notícias do mercado · 26 de outubro de 2026

Mesmo imóvel, 4 bancos: simulação mostra até R$ 415 de diferença na primeira parcela do financiamento

Simulação da Loft para um imóvel de R$ 650 mil na Caixa, Santander, Bradesco e Itaú mostra por que comparar bancos pelo CET muda a parcela. Veja os números.

Publicado em Atualizado em 3 min de leitura

Corretor comparando simulações de financiamento de bancos diferentes com o cliente

Quanto custa escolher o banco errado? Uma simulação feita pela Loft e publicada pelo site Seu Dinheiro em 26 de outubro de 2026 dá a resposta em números: para o mesmo imóvel, com a mesma entrada e o mesmo prazo, a primeira parcela variou até R$ 415 entre quatro grandes bancos.

Como foi a simulação

  • Imóvel de R$ 650 mil, com entrada de R$ 130 mil (20%) e R$ 520 mil financiados.
  • Prazo de 35 anos (420 meses).
  • Tabela SAC, em que a parcela começa mais alta e cai todo mês.
  • Taxas consultadas em 15 de outubro de 2026.

O resultado, banco a banco

  • Caixa: juros de 11,29% ao ano, CET de 12,70% e primeira parcela de R$ 5.894.
  • Santander: juros de 11,69% ao ano, CET de 12,61% e primeira parcela de R$ 6.051.
  • Bradesco: juros de 12,30% ao ano, CET de 13,45% e primeira parcela de R$ 6.289.
  • Itaú: juros de 12,35% ao ano, CET de 13,72% e primeira parcela de R$ 6.309.

Entre a menor e a maior primeira parcela, são R$ 415 por mês. Em todos os bancos, a última parcela fica perto de R$ 1.250.

O detalhe que quase ninguém olha: o CET

O CET (Custo Efetivo Total) soma aos juros os seguros obrigatórios (morte e invalidez, e danos ao imóvel) e as tarifas. É o número que mostra quanto o financiamento custa de verdade. Veja a diferença entre juros, CET e indexadores.

A simulação mostra por que isso importa. O Santander tem juros maiores que a Caixa (11,69% contra 11,29%), mas o CET do Santander saiu menor (12,61% contra 12,70%). Quem compara só a taxa de juros pode escolher a opção mais cara no total.

Atenção: simulação não é aprovação

  • As taxas mudam com frequência e dependem do perfil de cada pessoa: renda, relacionamento com o banco, histórico de crédito e idade, que pesa no seguro.
  • O banco também precisa aprovar o crédito e avaliar o imóvel. A parcela costuma ficar limitada a cerca de 30% da renda bruta da família.
  • Os custos de compra, como ITBI, escritura e registro, podem somar até 5% do valor do imóvel e geralmente não entram no financiamento.

O que o corretor pode fazer com isso

  • Compare mais de um banco para cada cliente. A mesma pessoa pode receber taxas e decisões diferentes em cada instituição.
  • Compare pelo CET, não só pelos juros. E olhe também a parcela inicial, que é a que define se a renda comporta o financiamento.
  • Simule antes da proposta. Saber a parcela real evita negociar um imóvel que o cliente não consegue pagar. Veja como funciona a pré-aprovação.
  • Lembre da portabilidade. Se as taxas caírem depois da assinatura, o cliente pode levar o financiamento para outro banco. Veja quando a portabilidade compensa.

Fonte: Seu Dinheiro, "Financiamento imobiliário em tempos de juros altos: o que saber antes de assumir um casamento de décadas com o banco" (26/10/2026), com simulação da Loft feita com taxas de 15/10/2026.

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Escrito por

Mari PinheiroEspecialista em Finanças
Victor PinheiroCorretor de Imóveis

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