Notícias do mercado · 5 de novembro de 2026

Crédito aprovado, mas não assinado: a nova taxa do financiamento pode valer?

Os juros subiram. Veja quem mantém a taxa antiga, o que Bradesco, Itaú e Santander informaram e o que perguntar antes de assinar o financiamento.

Publicado em Atualizado em 3 min de leitura

Contrato de financiamento imobiliário sobre a mesa, aguardando assinatura

Os juros do financiamento imobiliário subiram no fim de outubro. Agora, muita gente que já teve o crédito aprovado faz a mesma pergunta: a taxa aprovada está garantida? A resposta depende de um ponto: o contrato já foi assinado ou não. É o que explica reportagem da Exame de 30 de outubro de 2026.

Quem já assinou mantém a taxa

Com o contrato assinado, o banco não pode mudar a taxa por conta própria. A alta dos juros não muda esse contrato.

A parcela ainda pode variar por outros motivos previstos no contrato, como a TR e os seguros. TR é um índice que corrige a dívida.

Quem só tem a aprovação depende do banco

Aprovação de crédito não é contrato assinado. Ela costuma ter prazo de validade, e as condições geralmente só ficam travadas na assinatura, segundo a reportagem. Por isso, a nova taxa pode valer se a taxa anterior não estava garantida.

A MySide, empresa que acompanha as taxas dos bancos, disse à Exame que quem tem carta de crédito mantém as taxas antigas até o vencimento do documento. A carta de crédito é o documento que informa o valor aprovado. Mesmo assim, o que vale é o que está escrito na proposta de cada banco.

O que cada banco informou

Em notas enviadas à Exame, os três bancos deram regras diferentes:

BancoTaxa mínima ao anoA partir de quando vale
Bradesco15% + TRCotações feitas a partir de 27/10. Processos em andamento mantêm a taxa anterior.
Itaú12,95% + TRContratos assinados a partir de 29/10.
Santander12,49% + TRSomente novas propostas.

Veja a diferença na prática. No Itaú, o que conta é a data da assinatura. No Bradesco e no Santander, o ponto de partida é a cotação ou a proposta. Até a publicação da reportagem da Exame de 4 de novembro, a Caixa não tinha anunciado mudança.

Essas regras podem mudar. Confirme com o banco antes de contar com a taxa antiga. Para ver o efeito na parcela, leia quanto muda a parcela com as novas taxas.

O que perguntar antes de assinar

  • Minha taxa está garantida? Peça a resposta por escrito.
  • Até quando ela vale? Anote a data de validade da aprovação ou da carta de crédito.
  • O que falta para assinar? Liste os documentos pendentes, a avaliação do imóvel e as demais etapas.
  • Qual é o custo total? Compare pelo CET, o Custo Efetivo Total, que soma juros, seguros e tarifas.
  • O contrato continua no SFH? Acima de 12% ao ano, ele pode sair do SFH, o que afeta o uso do FGTS. Entenda em SFH ou SFI.

Para quem está com uma venda em andamento

Quem atua como corretor ou imobiliária deve olhar agora as vendas com crédito aprovado e sem assinatura. Vale conferir a validade de cada aprovação e agilizar o que estiver pendente, porque um atraso pode fazer a proposta perder a validade.

No imóvel comprado na planta, o financiamento costuma ser assinado só na entrega das chaves, e vale a taxa daquele momento. Leia o que a alta dos juros muda até as chaves.

Simulação não é aprovação: a taxa e a decisão de crédito dependem da análise de cada banco.

Fontes: Exame, "Juro do financiamento imobiliário subiu. Quem tem crédito aprovado paga a nova taxa?" (30/10/2026), com notas de Bradesco, Itaú e Santander; Exame, "Selic estaciona em 13,75%, mas bancos já cobram até 15% na casa própria" (4/11/2026).

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Escrito por

Mari PinheiroEspecialista em Finanças
Victor PinheiroCorretor de Imóveis

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